quarta-feira, 11 de março de 2009

Mob-Book - Proposta de uma modalidade de livros para celular



Proposta de um projeto para a comercialização de livros para celular concebido pela designer Laís Eiras, 30, formada em design gráfico, e análise e desenvolvimento de sistemas. Laís já trabalhou com design impresso e atualmente trabalha com criação de estratégias de marketing online.

domingo, 8 de março de 2009

Mobvis - Tagueando o mundo real



Mobvis é um projeto que visa utilizar as cameras de celulares para hiperlinkar o mundo real, ao fornecer informações sobre pontos turísticos com a ajuda do GPS e a câmera do dispositivo móvel. Através de um aplicativo que roda em celulares, os usuários apontam os aparelhos, por exemplo, para um prédio ou monumento e imediatamente tem acesso a informações sobre eles. Essa mesma informação visual pode também ser usada para triangular a posição dos usuários do sistema, para que saibam exatamente onde estão mesmo sem terem um receptor GPS.

Mas a idéia do Mobvis é adicionar informações aos lugares físicos, e esse geotagging permite construir mapas mais dinâmicos com conteúdo colaborativo, pois fornece aos usuários informações sobre pontos turísticos através do uso da câmera do celular (reconhecimento do lugar) e, em breve, do GPS (localização do usuário). Mas o usuário não só recebe as informações, mas colabora também produzindo informações e conteúdos para serem compartilhados.

Desenvolvido por pesquisadores da Eslovênia, o projeto Mobvis tem um imenso banco de dados com fotos de prédios e monumentos da Europa. Quando o usuário liga a câmera, o software compara a imagem mostrada por ele com as que estão registradas em seu banco de dados e, se o lugar estiver cadastrado, envia uma série de links para o aparelho.

O Mobvis consegue identificar os prédios em 80% dos casos, e o grande desafio é melhorar cada vez mais o software para que ele consiga comparar as fotos de seu banco de dados com as tiradas por celulares com câmeras de qualidade ruim.

A tecnologia do Mobvis quando for misturada com GPS permitirá fazer mapas mais inteligentes, usando conteúdo colaborativo. O que irá melhorar bastante o serviço, que já tem um nível de erros bastante baixo – em nenhum momento o aplicativo retorna links sobre o prédio errado, por exemplo. O Mobvis poderá ser usado também para atualizar automaticamente fotografias de mapas ao estilo "streetview" do Google, sem a necessidade de automóveis especiais. Todas as fotografias tiradas por pessoas que utilizassem este sistema seriam automaticamente combinadas para criar uma visão sempre atualizada de todos os locais.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A Crise do Crédito





A Crise do Crédito é um video-animação produzido pelo designer Jonathan Jarvis para explicar como ocorreu o desastre financeiro. Além de irônico, o video é muito bem feito. Nada como ver talentosos designers agindo na esfera pública.

domingo, 1 de março de 2009

Sim, nós podemos... pensar!



O video que se encontra acima foi feito para promover o livro We-Think (Nós Pensamos), de Charles Leadbeater - um guru da nova mídia que vive em Islington, no Reino Unido, e que já foi tutor de Tony Blair em relação às implicações comunitárias da era digital. Baseado numa idéia já antiga e bastante conhecida, o livro defende que a tecnologia é o que revoluciona a sociedade e permite que nos realizemos como seres sociais.

A tecnologia que revoluciona o mundo agora é formada por produtos e seviços digitais: a Internet como rede global, os sistemas de telefonia móvel; e, acima de tudo, as novas comunidades cooperativas e auto-alimentadas como o Facebook, Wikipedia, YouTube, Twitter, Google e centenas de start-ups interativos da Web 2.0, que estão transformando o uso que fazemos da mídia. A partir daí, Leadbeater busca imaginar os novos tipos de comunidade que surgirão desse uso intensivo de wikis, blogs e outras tecnologias cooperativas de código aberto.

O livro é polêmico e tem um discurso a favor dos benefícios sociais da revolução da nova mídia. Para Leadbeater, "O futuro somos nós", já que a Internet liberta a vasta capacidade da humanidade para a troca.

"We-Think" vira do avesso todas as conclusões pessimistas, de alguns teóricos como Andrew Keen e Lee Siegel, sobre o individualismo e a comunidade. Com tecnologias de troca como os blogs e wikis, agora nos definimos não por aquilo que temos, mas por aquilo que trocamos. Na Wikipedia, por exemplo, podemos dividir nossos conhecimentos de forma altruísta; no Facebook podemos dividir nossas vidas com os outros; na blogosfera, podemos dividir a nossa ideologia; em nossos telefones celulares, podemos dividir os nossos movimentos. Mas o principal movimento compartilhado é o novo movimento cultural em que as pessoas compartilham idéias, em vez de guardá-las pra si.

O video tem legendas em português, é só habilitar no botão do player.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Spike Lee e o Mobile Cinema 2.0



A Nokia contratou Spike Lee para criar um filme. O interessante é que as imagens utilizadas na montagem do filme foram feitas por milhares de usuários através do celular. Mais de 4 mil videos foram enviados via Internet e celular, e mais de 350 mil visitantes acessaram o site da Nokia Production durante o período estipulado. Os autores dos três melhores videos ganharam uma viagem até Los Angeles para assistir a premiere de lançamento do filme social.

Embora seja um filme produzido colaborativamente, uma colcha de retalhos de conteúdos produzidos pelos próprios usuários, o concurso orquestrado na sua pré-produção engaja os prosumers em um atmosfera competitiva. Os concursos e as disputas em torno de marcas e produtos tornam-se uma estratégia poderosa de marketing, pois produzem entretenimento, engajamento e envolvimento do consumidor com a campanha. A produção desse filme talvez seja a inauguração do mobile cinema 2.0, pelo menos foi o primeiro a ter um diretor do porte de Spike Lee como produtor. O concurso do filme foi concebido e lançado como uma estratégia de mobile marketing 2.0 pela Nokia. Combinando Internet e celular, grandes marcas como a Nokia, através dessas campanhas transmidiáticas, podem não só criar participação e recall, mas também desenvolver uma rede social em torno do seu produto, e com isso adquirir um conhecimento mais profundo de seus clientes para melhor fidelizá-los.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Resultado da enquete sobre democracia

Terminou hoje a enquete sobre democracia que criei aqui no blog. A pergunta era a seguinte:

Você acha que o modelo de democracia representativa que temos é satisfatório para a sociedade?

O resultado da enquete foi:

72% dos internautas que visitaram o blog e participaram da enquete responderam que precisamos pensar em outro modelo de democracia e que estão dispostos a participar ativamente nisso;

17% disseram que a própria idéia de democracia é insatisfatória;

7% responderam simplesmente que não, o modelo de democracia representativa que temos não é satisfatório;

4% disseram que precisamos pensar em outro modelo de democracia, mas que não possuem tempo nem desejo de se envolver nisso.

O mais curioso é que ninguém que participou da enquete respondeu que o modelo de democracia representativa que temos é satisfatório. O que podemos inferir disso é que há uma insatisfação generalizada da parte do cidadão com a organização política, dita "democrática", que temos. Na democracia representativa, o cidadão se sente cada vez menos representado e com mais desejo de decidir e participar diretamente do destino político da sociedade. E a maioria (pelo menos a que participou da enquete) deseja pensar em outro modelo de democracia mais satisfatório e querem participar ativamente na construção dele.

Eu já fiz a minha parte, em um post anterior que publiquei aqui nas últimas eleições de 05 de outubro de 2008, propus um modelo de democracia multitudinária que pensei como uma alternativa ao modelo de democracia representativo que nos enfiam guela a baixo. Como toda proposta democratica ética, o modelo proposto não está fechado nem finalizado, mas aberto à contribuição de todos, através de críticas, debates e sugestões de melhorias (que serão muito bem vindas, como comentários ao final do post). Conto com a participação de todos!

domingo, 7 de dezembro de 2008

0800 Rede Jovem





Informações locais articuladas com mídias locativas tornam o celular um veículo ideal de entrega informacional. Rede Jovem, uma ONG brasileira criou o 0800 Rede Jovem, ou Mobile YouthNet, um projeto que alcança jovens de 17 a 24 anos (em sua maioria moradores de favelas brasileiras) através de mensagens SMS em seus celulares divulgando as informações e oportunidades locais sobre o que está acontecendo em suas comunidades. O 0800 Rede Jovem envia mensagens SMS (torpedos) via celular com informação sobre vagas de emprego, cidadania, eventos culturais e educativos gratuitos e locais para prática esportiva para 500 jovens de comunidades no Rio (Maré, Alemão, Madureira), São Paulo (Sto André) e Espírito Santo (Vila Velha). Trabalhar com o celular para essa finalidade se mostra altamente eficiente já que no Brasil apenas 10,9% das pessoas tem acesso à Internet, enquanto 36,7%, mais de três vezes, são assinantes pós-pagos de celular. O projeto Rede Jovem trabalha em parceria com a Okto, uma empresa brasileira com matriz em São Paulo e filiais no Rio de Janeiro e México, especializada em soluções móveis (principal parceiro), e centenas de organizações de base comunitária que fornecem informações sobre oportunidades, eventos e serviços gratuitos. O video postado é uma matéria do Canal Futura sobre o projeto, que foi idealizado pelo Programa Rede Jovem e é desenvolvido com apoio do Instituto Oi Futuro.

sábado, 6 de dezembro de 2008

MobileActive.org: ferramentas em suas mãos para a revolução móvel



Uma síntese das formas pelas quais os celulares estão sendo utilizados para a mudança social.
O video foi produzido pela MobileActive.org, uma comunidade global de pessoas e organizações que utilizam o celular para impactar a sociedade. O MobileActive.org mantêm um site amplo onde encontramos informações sobre ONGs, tecnólogos e projetos que utilizam os celulares em seu trabalho para a mudança social trabalhando questões relativas à saúde, empoderamento econômico, advocacia, organização, prestação de contas e direitos humanos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Surplus: aterrorizados em ser consumidores



“Surplus – terrorized into being consumers” é um documentário sueco de 2003 sobre consumismo e globalização. Mostra os excessos da atual produção em massa e o consumo desenfreado que afligem a maioria dos países e culturas mundiais e os problemas que vem sendo causados ao meio ambiente e para todos que estão nele.
O anarco-primitivista John Zerzan é considerado o Guru da anti-globalização e o produtor italiano Erik Gandini se baseia nos pensamentos de Zerzan para mostrar a destruição das reservas naturais e do meio ambiente que vem sendo causada pela vida consumista que vivemos.
O documentário conta pesadamente com clips-rápidos, técnicas audiovisuais de colagem, assemelhando-se a vídeos da MTV e comerciais. Mescla cenas de palestras, discursos, entrevistas e reportagens jornalísticas em uma edição onde imagens se alternam em sintonia com a trilha sonora de sons eletrônicos. Imagem e ritmo se complementam em uma mistura que soa moderna e revela a intenção do diretor. Ele usa o próprio meio (áudio e vídeo) para chamar a atenção para o poder da mídia, disponível aos governos ou às corporações que ditam ideologias e comportamentos.
Usa lábio-sincronia para subverter as idéias daqueles que estão no poder. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, Steve Ballmer e Bill Gates, executivos da Microsoft, aparecem defendendo a ideologia neoliberal, o capitalismo, o consumismo. Por outro lado, Gandini enfoca o modo de vida socialista, instalado em Cuba por Fidel Castro que surge defendendo sua ideologia não consumista. São dois sistemas opostos, porém ambos se utilizam dos meios de comunicação para divulgar mensagens que padronizam pensamentos, subjugando corações e mentes, transformando indivíduos em parceiros que garantem a manutenção dos sistemas.
Surplus mostra que tanto no capitalismo, como no socialismo, os homens tomam parte de sistemas cuja existência os antecede, mas que estabelecem modos de viver e de pensar, mantendo-os atados, como peças de um jogo maior, cuja função é a manutenção da ordem estatal. Assim, saem de foco os sistemas político-econômicos em si. Se o discurso utilizado pelos capitalistas também sai da boca dos socialistas, tudo acaba no mesmo.
A mensagem de Gandini é a de que o homem é um ser de necessidades, mas na busca por satisfazê-las criou formas de organização social e, no interior delas, desenvolveu formas de dominação que mantém tudo e todos atrelados à ordem estabelecida, seja consciente ou inconscientemente. O sistema que exaure os recursos naturais, que beneficia os países desenvolvidos e cede aos países do terceiro mundo seus restos, suas sobras (surplus), é criação dos homens e se mantém por cooperação deles. Como bem ressaltou a Helena Novais, em sua crítica do documentário, "é um soco na boca do estômago de quem acha que não tem nada a ver com isso!".

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A História das Coisas



Documentário que questiona de onde vêm e para onde vão as coisas que consumimos, e até quando vai existir matéria-prima. Curto e com uma linguagem simples, esse filme de 2005, produzido pela Free Range Studios, e escrito e interpretado por Annie Leonard, mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência do nosso hábito consumista, apresenta os problemas gerados por esse sistema e mostra como podemos revertê-lo, porque, afinal, não foi sempre assim. Além de didático e provocativo, achei o documentário, simplesmente, genial. A tradução e dublagem foi feita pelos membros da comunidade Permacultura do orkut.