quinta-feira, 18 de junho de 2009

Como o Twitter pode fazer história no dia em que todos se tornam jornalistas



Enquanto notícias do Irã se espalham pelo mundo, Clay Shirky nos mostra como o Facebook, o Twitter e as mensagens de texto SMS ajudam os cidadãos em regimes repressivos a relatarem as verdadeiras notícias do que acontece em seus países, contornando a censura, mesmo que por pouco tempo. O fim do controle top-down (de cima para baixo) das notícias está mudando a natureza da política. Emerge uma era pós-corporativa da mídia, onde os diplomas de jornalistas se tornam desnecessários e o que passa a importar, realmente, é o compromisso com a sociedade, a democracia e a cidadania que cada um de nós, diplomados ou não, tempos ao relatar os fatos.

Como bem analisou Ivana Bentes sobre o fim da exigência do diploma de jornalista no Brasil, o "fim do diploma tira da 'invisibilidade' a nova força do capitalismo cognitivo, as centenas e milhares de jovens free-lancers, autônomos, midialivristas, inclusive formados em outras habilitações de Comunicação, que eram impedidos por lei de fazer jornalismo e exercer a profissão e que, ao lado de qualquer jovem formado em Comunicação, constituem hoje os novos produtores simbólicos, a nova força de trabalho 'vivo' (...) A Comunicação e o jornalismo são importantes demais para serem 'exclusivas' de um grupo de 'profissionais'. A Comunicação e o jornalismo hoje são um 'direito' de todos, que será exercido por qualquer brasileiro, com ou sem diploma". Chega de lamúrias e viva a produção midiática bottom-up (de baixo pra cima)! Afinal, o que faz de alguém um bom jornalista não é o diploma.

Um comentário:

DebCarOli disse...

Concordo totalmente com todas as letras deste texto.